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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Exportações de carne do MT avançam em outubro

Vendas de carne bovina mato-grossense para o exterior evoluíram 13,7% em outubro deste ano se comparado a setembro. Crescimento é 13 pontos percentuais superior ao que o país registrou de aumento no mesmo intervalo. No Estado, o embarque de carne in natura passou de 11,9 mil toneladas para 13,7 mil toneladas de um mês para outro.

Boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o crescimento nas vendas internacionais foi puxado pela relação comercial com a Venezuela, que passou a ser o principal cliente desde setembro deste ano. Em outubro foram adquiridos pelo país vizinho 3,35 mil toneladas, quase mil toneladas a mais que o volume comprado no 9º mês.

Retorno das vendas de carne à Venezuela coincidiu com começo do embargo russo, que impediu a comercialização de carne para o até então maior cliente. Analista do Imea Carlos Garcia explica que já foi um importante comprador da carne do Estado no passado e que agora volta a comprar. Segundo ele, com esta parceria, os frigoríficos puderam dar vazão às vendas que deixaram de ser feitas com o embargo russo.

Com relação a preço, Garcia explica que a diferença é pouca e não tem cliente preferencial. Empresário do segmento, Milton Belincanta, explica que na verdade a Venezuela tem se mostrado um cliente até melhor do que a Rússia, porque a carne não tem a concorrência do produto indiano. “A Rússia se tornou compradora da Índia, que este ano deverá se tornar o segundo maior produtor de carne no mundo, e como estão mais próximos um do outro, a carne brasileira sai perdendo”.

Desde que o embargo russo foi decretado, em abril, exportações estão em recuperação, e o crescimento das vendas externas entre julho deste ano e outubro variou 68,8%, segundo levantamento do Imea. Caso a Rússia volte a consumir o produto brasileiro, conforme é indicado pelo governo, Carlos Garcia afirma que o Estado tem capacidade para atender a demanda dos 2 países, mas que o reflexo será sentido no preço da carne no mercado interno, que deverá ter alta.

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